Proteus: Leonardo aposta em aeronave autônoma para modernizar a aviação da Marinha Real

Proteus: Leonardo aposta em aeronave autônoma para modernizar a aviação da Marinha Real
Proteus: Leonardo aposta em aeronave autônoma para modernizar a aviação da Marinha Real (X @LDO_Helicopters)

No DSEI, em Londres, a Leonardo UK destacou seu protótipo Proteus, uma aeronave concebida para testar e demonstrar capacidades autônomas em operações de guerra anti-submarino (ASW).

A empresa deixou claro que a fuselagem atual é apenas um banco de testes de baixo custo, enquanto o verdadeiro avanço está no software de autonomia, capaz de planejar rotas, evitar ameaças, colaborar com outras aeronaves e executar missões sem intervenção humana constante.

Nigel Colman, Diretor Executivo de Helicópteros da Leonardo, relacionou o projeto à estratégia da Marinha Real Britânica de operar aeronaves tripuladas apenas quando necessário e priorizar sistemas não tripulados sempre que possível.

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Os testes sintéticos realizados mostraram três aeronaves Proteus detectando submarinos, compartilhando informações e distribuindo tarefas de forma colaborativa, provando que a autonomia já funciona na prática. Colman destacou que a verdadeira inovação está no “cérebro” do sistema, que foi validado em simulações e já impressionou oficiais da Marinha Real.

A fuselagem mostrada no protótipo, segundo a empresa, não representa o produto final, mas permite testar tecnologias de forma segura e econômica, incluindo a modularidade para diferentes tipos de missões, como anti-submarino, busca e salvamento, ISR e alerta antecipado.

O projeto também é visto como uma resposta à necessidade de reduzir custos e limitar o esforço humano em operações navais, permitindo que sistemas não tripulados permaneçam mais tempo em operação sem os limites da fadiga da tripulação. Colman reforçou que o valor está no software autônomo, que pode ser aplicado a diferentes plataformas, do pequeno Wildcat ao AW101.

A Leonardo ainda ressalta que o projeto é soberano, exportável e parte de uma estratégia mais ampla de modernização da aviação naval, com a autonomia como tecnologia central para o futuro da frota.

Fonte: UK Defence Journal | Foto: X @LDO_Helicopters | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

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